Skip to content

O jogo da vida (até agora…)

29/07/2011

O jogo da vida

(isto não é uma coluna da Lya Luft)

O jogo antológico de ontem me fez pensar algumas coisas sobre nossa relação com o futebol. Será que nos envolvemos com o jogo por causa de um campeonato, que esperamos que nosso time vença? Por que insistimos nessa história maluca de projetarmos num time de futebol a sensação da batalha e da vitória que nos escapa na vida real? Os céticos vão dizer que o futebol é em essência uma grande neurose coletiva e ponto final. É fácil lançar uma crítica superficial como esta, quando não se está envolvido com o jogo até o pescoço. Mas aqueles que estão envolvidos com o jogo até o pescoço, desde que se entendem por gente, sabem da necessidade de encontrar um “caminho do meio”, uma forma não doentia de se relacionar com o espetáculo. Ir fundo no jogo, mas saber emergir e entender que ele não substitui a vida, e que portanto não podemos cair na armadilha perigosa de transformar o futebol  no “circo nosso de cada dia”, deixando que o espetáculo nos distraia de nossa própria realidade.

E é neste jogo tenso da vida, na batalha da gente com a gente mesmo, que eu fico me perguntando porque diabos esse negócio de futebol mexe tanto conosco. E o jogo de ontem me ajudou, de alguma forma, não a responder essa pergunta, mas pelo menos a estar um pouco mais em paz com ela.

Pra começar, ao contrário do que dizem os céticos, o futebol não é essencialmente uma forma de neurose coletiva, mas uma forma de juntar pessoas, de criar vínculos, de se relacionar. E o campeonato é apenas uma forma de estruturar o jogo, pra que ele aconteça dentro de uma moldura que permita aos clubes se organizarem, e aos jogadores estarem motivados por algum objetivo comum. Mas o fato é que não é o campeonato que importa… nem mesmo time em si! (flamenguistas como eu, me perdoem a lucidez… rs.). Mas é o jogo, o jogo que une as pessoas no momento presente, em total sintonia e numa intensidade sem explicações.

E ali, na intensidade do eterno presente que é um jogo de futebol, eu vivi uma experiência fantástica ao lado dos amigos Alexandre Guerra, Diego Brotas e Thiago Folador. Uma experiência memorável, e uma lição de superação que, ao contrário do que dizem os céticos, foi antes de tudo uma experiência de vida.

Por Carlos Jr.

Anúncios
No comments yet

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: