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Inacreditável Futebol Clube

23/08/2011

Boa notícia para os torcedores do Flamengo. Um clube pouco conhecido apresentou uma proposta de ouro pelo atacante Deivid. Tudo indica que ele pode atuar a partir de Setembro como principal estrela do Inacreditável Futebol Clube.

Ps: Léo Batista é gênio…

Por Carlos Jr.

Um zagueiro para chamar de seu atacante.

08/08/2011

Se Fabio Baiano possui a expressão de um “eterno esforço intelectual mal sucedido”, qual seria e expressão do atacante Deivid, sempre preocupado como se carregasse o peso de toda a torcida do Flamengo no semblante?

Nas últimas semanas os torcedores soltaram um suspiro de alívio quando receberam a notícia da contratação de Alex Silva para substituir Welliton (sim, o nome original dele é esse, não estou escrevendo errado) na zaga central. Mas não seria o caso de simplesmente deslocar o Deivid para a posição?

Por Carlos Jr.

Nomes que jogam sozinhos

01/08/2011

 

Existem dois tipos bem distintos de maus jogadores. Aqueles que passam despercebidos em meio à avalanche de maus jogadores que tentam a sorte em torneios de menor expressão longe das antenas de TV. E aqueles que se destacam. É difícil tentar entender como um jogador pode se destacar pela sua falta de talento, mas o fato é que em cada clube o torcedor sabe reconhecer a “mina”, prestes a estourar a qualquer momento que a bola passe dentro de seu raio de ação.

Ainda dentro dessa categoria, a dos maus jogadores que se destacam, existe ainda um grupo mais seleto, geralmente destinado aos anais dos baús esportivos por gerações e gerações. Aquele tipo de jogador que os pais comentam com seus filhos, os avôs comentam com seus netos… jogadores que, por algum motivo inexplicável, constroem carreiras sólidas em grandes clubes, inclusive em seleções!!! Com alguns deles, chega-se a ter a sensação de que se perdeu algo fundamental do mundo do futebol, por não se ter nascido naquela época, visto as lambanças memoráveis. Quem não se lembra do Maurinho, no Flamengo? Léo Lima, andarilho que teve breves lampejos de futebol no Vasco? Zé Carlos, lateral direito convocado às pressas para a Copa de 1998?

Agora, se afilarmos ainda mais o nosso filtro, chegaremos a um tipo de mau jogador realmente “diferenciado” (para usar um termo em voga). Um jogador que, além de todas as características citadas acima, tem no próprio nome o carimbo, o selo do mau jogador. Parece que desde o início já se sabia que ele seria um legítimo “pereba”, destinado a fazer história. Alguns casos são ainda mais graves, pois é o próprio sobrenome do jogador que revela sua natureza arquetipicamente destinada ao fracasso no mundo do futebol. Fracasso técnico, porém, é importante ressaltar, não necessariamente financeiro ou publicitário… em alguns casos, o fracasso técnico pode inclusive vir acompanhado de uma forte ascendência moral sobre o grupo, como um fator compensatório. Vide Dunga, Capitão, Loco Abreu, Fernandão (aquele volante que jogou no Palmeiras, mas pode ser esse atual ex-centroavante também)…

Aqui vai uma breve lista de alguns jogadores que estão neste rol. Desde já estão todos convidados a dar suas sugestões, relembrando estes personagens da maior importância para a graça e a relevância do “futebol enquanto cultura”:

  • Otamendi: Zagueiro argentino da atualidade, jogou a última copa do mundo pela seleção de seu país, sendo incisiva e exaustivamente explorado por todos os adversários, de todos os outros times. Parece xingamento esse nome…
  • Oleguer: Lateral direito do segundo melhor Barcelona dos últimos anos, aquele do Ronaldinho e do Eto’o. Destoava ABSURDAMENTE dos outros jogadores, mas ainda assim conseguiu deixar o nosso Belleti na reserva.
  • Abate: Misto de zagueiro com lateral direito, acaba não sendo nenhuma coisa nem outra. Um tipo muito comum no futebol europeu, por sinal. Era o pior jogador do pior Milan da década. O seu reserva imediato poderia ser, entre outros, o Oddo, que por ter nome de pereba e ser reserva do Abate foi escolhido para entrar na lista também.
  • Salgado: Salgado era o futebol dele, com botinadas criminosas e lançamentos bizarros. Seu momento de maior destaque no noticiário aconteceu quando quase quebrou a perna de Juninho Paulista, que até então vinha construindo uma carreira promissora no Atlético de Madri e depois nunca mais foi o mesmo. A entrada pode ser vista no youtube, e causa arrepio e indignação até hoje. Vocês podem até tentar, mas ninguém explica como esse cara foi titular do Real Madri por tantos anos.
  • Odvan: Zagueiro do Vasco célebre na década de 90. Ganhou libertadores e tudo com o time, jogando de titular. Chegou a ir para a seleção. Com algumas doses de anabolizante, o Welliton, do Flamengo, tem tudo para preencher a lacuna por ele deixada, e tornar o campeonato brasileiro deste ano mais divertido para todos os não-rubro-negros. Sim, porque os flamenguistas, esses naturalmente querem sua cabeça pendurada num poste.
  • Piá: Lateral esquerdo titular que fez parte da campanha do título brasileiro flamenguista em 1992. Nem com o Júnior (aka Leovegildo) jogando do lado dele o cabra conseguiu se entender com esse negócio de futebol. Lembro que, do alto da minha pureza e ingenuidade dos 12 anos, assisti a um jogo do Flamengo no qual o comentarista informou que aquele era o dia do aniversário do Piá. Meu coração se encheu de otimismo, aquilo poderia ser um sinal. O Flamengo perdeu de 5 x 1, e o Piá entrou definitivamente para esta lista.
  • Qualquer nome com um “Capixaba” como complemento: Marquinhos Capixaba, Fabinho Capixaba… Não sei por que, na maioria das vezes esse tipo de jogador vem com o primeiro nome no diminutivo. É quase sempre certeza de mau futebol.
  • Maikol, Maicon, Maikon, Maicou… Maicossuel!: Com algumas exceções (duas pra ser mais preciso), você desconfia logo quando aparece alguém com uma nova versão desse nome marcante do mundo do basketball. Engraçado que “Miguel” mesmo a gente quase não vê mais…
  • Aílton Queixada: Conseguiu ser artilheiro do campeonato alemão com esse nome. Também, nesse ano o time dele, Werder Bremen, conseguiu ser campeão nacional. A bruxa tava mesmo solta.
  • Mozart: Volante revelado pelo Coritiba e contratado pelo Flamengo por, na época, R$3 MI. O absurdo desse investimento só fica atrás da lendária transação Adriano + Reinaldo = Vampeta.
  • Nasa: Parceiro fiel do Odvan no Vasco que ganhava tudo no final da década de 90. Era preciso muito Edmundo, Juninho Pernambucano, Pedrinho e Felipe pra dar conta de suprir a ausência de futebol desses dois.
  • Carlinhos Itaberá: No Fluminense do início da década de 90, este lateral direito ficou notório por ter batido lateral para fora num jogo do campeonato carioca. Notoriedade que, obviamente, não passou de alguns dias e mais algumas piadas após aquele jogo.
  • Fellype Gabriel: O nome já é auto-explicativo.
  • Richarlyson: Outro nome auto-explicativo.
  • Rodrigo Arroz: E pensar que um jogador com esse nome já foi considerado promessa de arrumação do setor defensivo do Flamengo. Apesar do comprometimento com a camisa, faltou todo o resto.
  • Gelson Baresi: Queria ter nascido Franco, mas veio como Gelson mesmo. Não se conformou, e acabou entrando para esta lista. Grande feito!
  • Cobi Jones: Atacante norte americano que jogou no Vasco na década de 90. Precisa dizer mais?!
  • Misso: Lateral esquerdo do Botafogo… bem, o nome dele era Misso… dá um desconto pro cara.
  • Oséias:  O único artilheiro que não perdeu a “pecha” de perna de pau nem sendo campeão da  Libertadores pelo Palmeiras.
  • O já citado Dunga: Volante carrancudo e brigão com nome de anão da Branca de Neve. No mínimo bizarro.

Obs: Iranildo e Perivaldo, por serem os homenageados maiores deste blog, estão na categoria “hours-concours” e não podem participar de qualquer enquete, matéria, texto, gozação ou piada. 

Por Carlos Jr.

O jogo da vida (até agora…)

29/07/2011

O jogo da vida

(isto não é uma coluna da Lya Luft)

O jogo antológico de ontem me fez pensar algumas coisas sobre nossa relação com o futebol. Será que nos envolvemos com o jogo por causa de um campeonato, que esperamos que nosso time vença? Por que insistimos nessa história maluca de projetarmos num time de futebol a sensação da batalha e da vitória que nos escapa na vida real? Os céticos vão dizer que o futebol é em essência uma grande neurose coletiva e ponto final. É fácil lançar uma crítica superficial como esta, quando não se está envolvido com o jogo até o pescoço. Mas aqueles que estão envolvidos com o jogo até o pescoço, desde que se entendem por gente, sabem da necessidade de encontrar um “caminho do meio”, uma forma não doentia de se relacionar com o espetáculo. Ir fundo no jogo, mas saber emergir e entender que ele não substitui a vida, e que portanto não podemos cair na armadilha perigosa de transformar o futebol  no “circo nosso de cada dia”, deixando que o espetáculo nos distraia de nossa própria realidade.

E é neste jogo tenso da vida, na batalha da gente com a gente mesmo, que eu fico me perguntando porque diabos esse negócio de futebol mexe tanto conosco. E o jogo de ontem me ajudou, de alguma forma, não a responder essa pergunta, mas pelo menos a estar um pouco mais em paz com ela.

Pra começar, ao contrário do que dizem os céticos, o futebol não é essencialmente uma forma de neurose coletiva, mas uma forma de juntar pessoas, de criar vínculos, de se relacionar. E o campeonato é apenas uma forma de estruturar o jogo, pra que ele aconteça dentro de uma moldura que permita aos clubes se organizarem, e aos jogadores estarem motivados por algum objetivo comum. Mas o fato é que não é o campeonato que importa… nem mesmo time em si! (flamenguistas como eu, me perdoem a lucidez… rs.). Mas é o jogo, o jogo que une as pessoas no momento presente, em total sintonia e numa intensidade sem explicações.

E ali, na intensidade do eterno presente que é um jogo de futebol, eu vivi uma experiência fantástica ao lado dos amigos Alexandre Guerra, Diego Brotas e Thiago Folador. Uma experiência memorável, e uma lição de superação que, ao contrário do que dizem os céticos, foi antes de tudo uma experiência de vida.

Por Carlos Jr.

Apelidos que engrandecem

12/07/2011

Roberto de Oliveira e Romário Faria, a dupla que se complementava mais que Lennon e McCartney.
Num país onde o duas vezes Presidente Lula e até a Rainha Xuxa são chamados por apelidos, não é de se espantar que o mesmo aconteça com os jogadores de futebol. O máximo de formalidade que nos permitimos é chamá-los pelo primeiro nome. Mas diante de tantos Richarlyssons, Athirsons e Maicossuéis, talvez seja melhor ficar com os apelidos mesmo.

É claro que o que faz o Brasil ser o único país no futebol a não chamar seus jogadores pelo sobrenome não é simplesmente o excesso de nomes escrotos. A razão eu não sei, mas o fato é que é melhor assim. Já imaginou a escalação da Seleção que joga a Copa América?
Espíndola, Alves, Lúcio Silva, Thiago Silva e Santos; Lucas Leiva, Ramires, Lima e Júnior; Jadson Silva e Alexandre da Silva. A Venezuela respeitaria menos ainda.

Júnior e De Lima, esperança do Brasil na Copa América.

E a dupla OLIVEIRA e FARIA, imporia tanto respeito quanto Bebeto e Romário?
DE LIMA FENÔMENO é nome de maior artilheiro de todas as copas?
De Lima Fenômeno, o maior artilheiro das copas.
COIMBRA é nome do maior ídolo da maior torcida do mundo?

Só falta o Coimbra pra eu completar meu álbum.

E o maior de todos? Será que DO NASCIMENTO é nome digno do Rei do Futebol?
Claro que não. Vamos continuar tratando nossa realeza com a intimidade que os nomes Pelé, Ronaldo, Bebeto, Romário e Zico nos permitem, e deixar que o resto do mundo continue respeitando demais seus Beckhams e Robertos Baggios.

Manuel dos Santos e Edson do Nascimento, a maior dupla da história.

Daniel Furlan

Ponham-se nos seus lugares

10/07/2011


Não é possível dizer nada de novo sobre o Fla-Flu de domingo. Será como o Flamengo x São Paulo, tão previsível como entrevista de jogador de futebol. O fato é que não tem nem graça ganhar de um time tão sem graça como o São Paulo. Um time que quando ganhou três brasileiros seguidos e seus maiores ídolos foram o goleiro, o treinador e o CT.

Mas não podemos tirar os méritos dos sem-paulinos, principalmente por terem reconhecido a grandeza do Flamengo e conquistado uma derrota de apenas 1×0. Sem mais. Ficar masturbando táticas e substituições é desperdício de saliva. Acho mais que certo Ronaldinho Gaúcho sair sem dar entrevistas. A imprensa esportiva já está muito bem servida de profissionais falando besteira. Jogador tem que jogar, e no máximo ir receber uns prêmios aqui e ali, fazer um hang-loose pra foto e tchau. Tá certo que aquele prêmio da Academia Brasileira de Letras foi meio surreal, mas é o poder sobrenatural que o Flamengo dá a quem o serve. Só um clube que transcende o futebol é capaz de tal feito.

Fora isso, voltando ao jogo, não importa entrar em discussões de comentaristas sobre quem foi melhor, ou em discussões de torcedores sobre quem é melhor. Em qualquer época, nós que somos rubro-negros e temos a bênção de ver o mundo com clareza, sabemos que nem precisamos ser sempre melhores, porque somos sempre – eu disse sempre – maiores.

Daniel Furlan

Dream Team da Estupidez

30/06/2011


Depois de escrever sobre as espetaculares contratações, renovações e dispensas do Flamengo através dos tempos, decidi colocar os times em campo. Então seguem as escalações do duelo teórico entre o Flamengo das contratações/renovações mais estúpidas x Flamengo das dispensas/vendas mais absurdas. Não são escalações baseadas no valor ou qualidade do jogador em si, mas sim no grau da estupidez envolvida nas negociações:

CONTRATAÇÕES/RENOVAÇÕES ESTÚPIDAS
Sergio, Rivera, Ricardo Rocha, Ronaldão e Branco; Mozart, Vampeta, Fábio Baiano e Palhinha; Edmundo e Dimba.
Técnico: Apolinho

DISPENSAS/VENDAS ABSURDAS
Bruno, Jorginho, Aldair, Juan e Juan; Leandro Ávila, Ibson, Djalminha e Zico; Romário e Adriano.
Técnico: Andrade.

por Daniel Furlan